Microempreendedor Individual (MEI), esta figura jurídica surgiu para incluir milhões de trabalhadores autônomos que, até então, viviam na informalidade. Quem quer se tornar MEI consegue fazer isso pela internet em poucos minutos.

O crescimento de empreendedores com 60 anos ou mais está aumentando rapidamente.
O ‘Empreendedor Sênior’ recebe uma variedade de títulos, incluindo ‘empresário de segunda carreira’, ‘empreendedor de terceira idade’, ‘empreendedor maduro’ e ‘empreendedor aposentado’.

A necessidade de obter renda, associada à dificuldade para recolocação no mercado de trabalho, está fazendo com que muitas pessoas se tornem empreendedoras já na idade mais avançada.

Foi constatado o aumento da busca por informações e de formalização de microempreendedor individual (MEI) entre os que têm mais de 60 anos de idade.

MEI com 60 anos

O crescimento da população da terceira idade, muitas vezes aposentada, abre oportunidades de negócios em várias áreas e as vantagens de uma renda extra são extremamente favoráveis, principalmente para quem não consegue ficar sem trabalhar.

As vantagens de empreender nessa fase da vida são muitas, entre elas estão a expertise, conhecimento, cautela e network que facilitam na hora de começar um negócio de sucesso, além disso, o empreendedorismo na terceira idade também diminui o tempo ocioso e pode ser uma ótima oportunidade de complementação de renda.

O aumento do desemprego e a consequente diminuição da renda média do brasileiro nos últimos dois anos, a restrição de funcionamento dos órgãos públicos ao longo da pandemia, as políticas sanitárias de isolamento social e, principalmente, a busca pela sobrevivência, entre outros fatores, fizeram com que o número de microempreendedores individuais (MEIs) crescesse fortemente no Brasil em 2021.

Segundo o levantamento feito pelo Sebrae, a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra por Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE, cerca de 8,3% do total de empreendedores do país possuem mais de 60 anos.

Mais de 50% dos MEIs estão concentrados na região Sudeste, sendo São Paulo o estado com a maior participação (27,55%), seguido por Minas Gerais (11,59%) e Rio de Janeiro (10,84%).

Com a pandemia e a diminuição da renda, muitas atividades ganharam força e, principalmente, vimos algumas pessoas que nunca exerceram uma atividade formal buscando uma complementação de renda. Uma dona de casa que passou a vender doce, o vizinho que repara equipamentos antigos, uma tia que produz e vende panos de prato são ótimos exemplos.

Foi-se o tempo que aposentadoria significava inatividade. Seja pela necessidade de complementar a renda ou a vontade de atuar com algo prazeroso e oportuno, pessoas com mais de 60 anos escolheram o caminho do empreendedorismo. Só no estado de São Paulo são quase 120 mil Microempreendedores Individuais (MEIs) com 60 anos ou mais.

MEI com 60 anos

Agora, o público com esta faixa etária realmente está abrindo o seu próprio negócio. São pessoas que perderam o emprego e não conseguiram voltar ao mercado de trabalho ou que possuem uma reserva financeira e querem aproveitar este momento de reaquecimento da economia para investir em algo.

Os principais segmentos de atuação estão relacionados às aptidões que estas pessoas desenvolveram ao longo da vida, vinculadas ou não às experiências adquiridas em empregos anteriores. Entre as áreas mais comuns, estão as de beleza e estética, comércio de vestuário e costura, alimentação, instalação e manutenção elétrica, entre outros.

Estimular o desenvolvimento de atividades empreendedoras nessa faixa etária é importante para manter essa parcela da população dentro da economia produtiva. A terceira idade é o momento em que há mais tranquilidade, conhecimento e segurança para se fazer o que se sabe ou o que se gosta, muitas vezes pela realização de um sonho.

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